A Irmã Françoise Merlet reflete na luz das Constituições das Irmãs Maristas sobre o jeito que ela experimenta o espírito Marista na Igreja e no mundo ao seu redor:
Ter um senso de Igreja e agir como Igreja é, para mim, essencial para a vida Marista. Gosto das expressões - Maria, Mãe da Igreja, e o modelo da Igreja.
As nossas Constituições falam: “A nossa Congregação caracteriza-se pelo desejo de fazer do mistério de Maria na Igreja a inspiração diária de sua vida e ação”e de novo “desejamos colaborar com as autoridades diocesanas, o clero paroquial, outras congregações e todos aqueles com os quais trabalhamos.”
A nossa comunidade está bem inserida na vida de nosso bairro e da paróquia. Procuro agir como um membro da Igreja nas minhas atividades, servir a Igreja como Maria teria feito em Nazaré ou entre os apóstolos, quer dizer, em união com os outros. A catequese não é ‘minha’, o trabalho como secretária na paróquia está a serviço da Igreja local, o grupo bíblico que animo é para compartilhar a Palavra de Deus e para vivê-la na Igreja.
Procuro manter a mesma atitude de não ser ‘cavaleiro só’ nas outras atividades, por exemplo no programa de alfabetização no centro social no meu bairro onde trabalho com outros voluntários e ajudo no ensino de todos que estão involvidos.
É importante para mim conhecer os ensinamentos da Igreja tanto no nível local quanto no nível diocesano ou universal e viver estes ensinamentos positivamente mesmo se eu nao consigo entender certos pontos de vista.
Sei que a nossa vida religiosa Marista pertence à Igreja: a nossa Congregação foi aprovada pela Iegreja e fizemos votos públicos. O Papa João Paulo 11 nos lembrava constantemente que ‘a vida religiosa é um dom de Deus para a Igreja’.
Que é que a Congregação de Irmãs Maristas dá especificamente a Igreja? Pertencemos à Sociedade de Maria inteira que Maria mesma queria. Desde o começo ela expressou o seu desejo: “Fui o sustentáculo da Igreja nascente e serei o seu amparo no fim dos tempos.” Ela escolheu cada Marista para ser a sua presença hoje na Igreja, no mundo, e especialmente entre os mais fracos, os mais carentes, aqueles que foram machucados pela vida, ou que se acham nas periferias da Igreja. Cito de novo as nossas Constituições: “Nossas comunidades tem uma missão a cumprir na Igreja: anunciar Jesus Cristo, revelar o espírito de Maria e continuar sua presença.”
Nós, as Irmãs Maristas, as herdeiras da nossa fundadora, Jeanne-Marie Chavoin, estamos chamadas para viver umas características específicas: a simplicidade, a disponibilidade, a humildade, a compaixão e a união com Jesus Cristo através de nosso trabalho, do serviço que rendemos, e da atençao aos outros.
As nossas Constituições nos falam de novo: “Em Nazaré, Maria encontrava-se entre os pobres e os humildes. Partilhava o modo de vida deles e estava atenta às necessidades de seus vizinhos.” Este é o espírito que procuramos viver na Igreja, na nossa comunidade, no nosso bairro e na nossa paróquia.
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