Ir Margaret Cross da Nova Zelândia reflete sobre o significado da igreja doméstica – o lugar onde nos sentimos mais em casa e onde a influência de Maria é mais experimentada.
Com 14 anos, quase 15, durante um retiro na escola me veio de repente, que Maria tinha mais ou menos a minha idade quando ficou grávida com Jesus. Minha resposta naquele tempo, e em todos os momentos que seguiram na minha vida, foi ver Maria como minha companheira, olhar para ela como minha amiga, partilhar com ela aqueles pensamentos doidos, engraçados, como também pensativos e orantes que vem quando menos esperamos.
O seguinte não tem sido constante, mas o quadro de Maria Mãe da Igreja – no qual Maria com braços e manto extendidos acolhe e protégé a humanidade sob o manto azul/verde – me diz muito. Fala da intimidade, da proteção, de olhar na mesma direção, de indivíduos no mesmo ambiente social, de cuidado e de abertura – porque parece sempre ter espaço para ‘mais um/a’.
Maristas são chamados em geral não para a proeminência, mas para o comum, para as coisas do dia-a-dia, para aquilo que parece menor e onde o sentido de intimidade pode desenvolver-se. Em tal ambiente, é possível traz à luz aquela mutualidade do dar e do receber que facilita o crescimento. Cientistas na Nova Zelândia descobriram que a proteção do tojo nas colinas permite a regeneração das plantas nativas! (Até esses espinhos podem ajudar!) Não é de fato no trabalho dos ‘pequenos grupos’ nas grandes Conferências que o melhor trabalho é feito quando os participantes vão para os pequenos grupos para lidar com as questões difíceis? Com que freqüência conseguimos olhar na mesma direção que os outros quando na liberdade do pequeno contribuimos os pensamentos e opiniões que levam a respostas?
Maria, na cidadezinha de Nazaré e no Cenáculo em Pentecostes, tomou o seu lugar na intimidade protegida dos companheiros/as. Poderá ser isto um aspecto da ‘Igreja doméstica’? Nos encontros sociais, seja familiar ou comunitários, a abertura e pertenecimento são mais facilmente conseguidos na partilha tranqüila. Maristas, chamados a “pensar como Maria, sentir como Maria, agir como Maria e julgar como ela,” e que participam desta forma mostram o rosto materno da Igreja que Jesus, o seu Filho, fundou.
Maria mãe e primeira discípula, é para os Maristas o sentinela que chama a humanidade a guarder o tesouro da Boa Nova. Ela é o exemplo do caminho para a humanidade. Ela personifica o tesouro da Mensagem.
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