A Ir. Claudine Nakamura, nascida na Nova Caledônia, foi marcada em todo o seu período da infância pela presença das pioneiras da Terceira Ordem de Maria, que partiram à Oceania no século 19. Respondendo ao mesmo apelo de ser missionária, marista, religiosa, por seu lado ela também foi pioneira da missão SMSM no Senegal, em 1958. Ela exprime aqui aquela que é a sua alegria de viver, caminhando em direção ao futuro, e sua esperança para que “Venha a nós o seu Reino”.
Olhando em direção ao futuro, tenho muita confiança, pois são numerosas as fontes de esperança. Assim como ontem, o Espírito trabalha também hoje.
Um sinal pleno de promessas para hoje e para o amanhã é a nossa audácia missionária, herdada dos primeiros maristas, particularmente das nossas “Pioneiras”. Estas 11 mulheres francesas, corajosas e intrépidas que, para responder ao apelo de Deus para que partissem em missão, deixaram tudo e embarcaram para a longínqua Oceania, em 1845 e 1860. Elas se sentiam “Chamadas à honra de trabalhar para alargar o reino de Jesus Cristo e a tornar Maria conhecida até as extremidades do mundo” (Constituições SMSM 2). Tanto hoje como ontem, não importando o nosso país de origem, nossa cultura, nossa idade, nossa profissão, cada uma de nós é habitada pelo entusiasmo pela missão! Eu fico maravilhada ao descobrir dentre as irmãs mais jovens o profundo desejo de serem enviadas para outros povos, principalmente os mais pobres, para testemunhar o amor e a ternura do Pai! E apesar de não sermos muito numerosas (éramos 510 em março de 2008), o Conselho geral teve a audácia de abrir uma comunidade na Tanzânia, em janeiro de 2007! Uma esperança sem limites brota em meu coração diante dessas maravilhas!
A riqueza intercultural de nossa família religiosa é uma realidade desde as nossas origens. Este sinal se desenvolveu, se diversificou e se intensificou ao longo de nossa história. Sim, desde os primeiros anos algumas jovens da Oceania – wallisianas, futunianas, caledonianas, samoanas – juntaram-se às pioneiras. Mais recentemente, algumas vocações surgem em novos países, como Bangladesh, Senegal, Benim, Togo, Congo, Trinidad Tobago, Romênia, etc. E nossas comunidades tornam-se cada vez mais internacionais, interculturais, e isso é uma fonte de riquezas. Como fazer para não ficar plena de uma alegre esperança diante destes dons gratuitos do Senhor?
Um melhor conhecimento de nossa história, um aprofundamento do espírito marista. É uma alegria para nós descobrir os tesouros das nossas origens: uma história rica, original, maravilhosa, marcada pela constante ação de Deus e pela terna presença de Maria! Fico muito orgulhosa pela vida de todas aquelas que nos precederam, sempre prontas a se tornarem disponíveis à missão, sem cálculos. Um agradecimento a todas as irmãs que, com competência e muito amor, prosseguem suas pesquisas, procuram tesouros e continuam a escrever nossa história. Desejo que todas nós, SMSM de hoje e de amanhã, que procuremos sempre viver cada vez mais profundamente o nosso espírito e que o partilhemos.
Há muitos anos existe uma colaboração em meio à Família Marista, esta família que tem diversos ramos: os Padres Maristas, filhos do Padre Colin; os Irmãos Maristas, com o Padre Champagnat; as Irmãs Maristas, herdeiras de Jeanne-Marie Chavoin; SMSM e os membros das quatro congregações diocesanas da Oceania, herdeiras das Pioneiras; os leigos maristas, reunidos em diferentes associações. Quando esta colaboração se intensifica, se alarga e se enriquece, ela favorece a ajuda entre nós para que vivamos melhor segundo o espírito de Maria, isto é, “desconhecidos e escondidos” a serviço do Reino. A unidade é para cada um de nós uma força, que nos dá confiança e nos abre caminhos para o futuro!
QUE A ESPERANÇA HABITE EM NÓS E NOS DÊ UM NOVO ENTUSIASMO!
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