O Pe. Tom Ellerman, SM, é um sacerdote marista da Província de Atlanta (EUA) que reside no seminário de São Pedro Chanel, Berkeley. Tem uma grande experiência no campo da educação e atualmente é o diretor dos postulantes da Província de Atlanta.
A palavra marista pode ser utilizada de uma maneira qualitativa, para indicar determinados atributos de algo ou de alguém, ou pode ser tomada em um sentido material para significar aquele que é membro pertencente a um dos cinco ramos da «Família Marista». No primeiro sentido a palavra tem um matiz abstrato e tende a ser uma fonte de discussão e de controvérsia. O segundo é concreto e, habitualmente, não dá margem a debates.
Neste segundo sentido, um marista é uma pessoa que pertence a um dos ramos da árvore marista. Cada ramo desta árvore difere dos outros em diversos aspectos, mas juntos constituem uma presença única de Maria na Igreja de hoje, comparável à presença de Maria na Igreja apostólica. Os maristas de hoje lutam para se transformar em uma força ativa e viva de Maria na Igreja, aqui e agora.
O que significa «ser marista», para um marista considerado individualmente, não é tão importante como o que significa «ser marista» para o grupo inteiro. O significado que os maristas compartilham entre si é muito mais importante do que aquilo que pode, ou não, ser significativo para uma pessoa marista em um determinado momento de sua vida. O significado da «chamada marista» encontra-se na mente dos nossos fundadores e está encapsulado em suas palavras. Este significado continua passando de uma geração a outra, ainda quando não seja imediatamente claro ou significativo para os que o recebem.
Os fundadores maristas foram chamados por Maria para que lhe oferecessem um corpo de pessoas, uma comunidade que estivesse animada de seu espírito, que albergasse seus pensamentos, que amasse com seu coração e fizesse o seu trabalho na Igreja de hoje. Os membros dessa comunidade são aqueles que me convidaram a unir-me a eles diante da presença mediadora de Maria.
Eu não tenho a menor dúvida de que sou «chamado a ser marista». Está fazendo 40 anos que os maristas me convidaram para que me unisse à Sociedade de Maria e eu aceitei este convite. Desde então, nem eles e nem eu, nós mudamos de idéia. Ser chamado pelos maristas para juntar-se a eles é como ser chamado por Maria para fazer parte de sua família. Ser chamado a participar de um ramo desta árvore familiar é como fazer parte da árvore inteira, que pode continuar a gerar novos ramos.
Jean-Claude Colin viu os maristas na Igreja como o exército de Maria que marchava sob a sua bandeira militante. Esta bandeira não apenas indica que Maria é nossa líder, mas também mostra aquilo que deve ser nosso esprit de corps, como devemos viver e morrer, e como devemos servir a Igreja de Cristo.
Não sabemos onde ela nos conduzirá nesta terra, mas estamos certos que a caminhada se terminará em Jesus Cristo. Meus companheiros maristas e eu continuaremos avançando, mesmo depois da morte, até que venha o dia em que, juntos com Maria, estaremos todos congregados em Cristo e seremos apresentados a Deus Pai. |