Na Argélia, a Irmã Patricia Stowers, samoana, reflete sobre os contextos nos quais tem vivido sua vocação marista.
Eu refleti sobre esta pergunta, tendo em mente os três contextos geográficos nos quais eu vivi até agora: o Pacífico, Roma e a Argélia.
O Pacífico: Como filha da Igreja local do Pacífico, cresci em uma atmosfera de espiritualidade marista, sentindo-me membro da uma Igreja na qual Maria é como o incenso ou o perfume que impregna em nossa vida e nossa oração. Maria é amada por aqueles que vivem ali no oceano Pacífico, pois é a mãe de Jesus que nos inspira e nos estimula com sua vida e suas ações no Evangelho.
Roma: Os italianos também têm um profundo amor e uma grande veneração pela Madonna, que se manifesta pelas velas acesas diante de sua imagem, nos beijos que lhe são enviados ou depositados a seus pés, nas procissões marianas nas paróquias, nas peregrinações que são organizadas a cada ano a Lourdes ou a outros santuários marianos. Procedente da «Igreja marial» do Pacífico, compreendi todas estas demonstrações de afeto a Maria e as aceitei como normais e apropriadas. Vivi nesta atmosfera e a respirei: sim, Maria tinha um lugar central em minha oração e em minha vida de todos os dias. Como marista, estava convencida de que Maria era a primeira e perpétua superiora da Sociedade e isto me dava uma grande confiança em minhas funções de autoridade.
Argélia: A presença cristã na Argélia é pequena, insignificante, verdadeiramente minúscula, dispersa em meio a uma população muçulmana de 30 milhões de habitantes. Os muçulmanos reconhecem e respeitam Miriam, a mãe de Jesus, o profeta. Já faz quatro anos que estou na Argélia, onde somos cinco irmãs maristas missionárias. No interior da Igreja da Argélia, a família de Nazaré e a comunidade da Igreja nascente nos inspiram em nossos encontros quotidianos com nossos irmãos e irmãs. Minha vida com Maria e seu filho se transformaram progressivamente em um caminho interior. Sinto-me motivada para encontrar Maria, assim ele nos é apresentada nos evangelhos: como mulher, como esposa, como mãe e vizinha.
Maria como mãe que medita profundamente sobre os fatos da vida de cada dia junto com o seu filho. Como uma mulher que reage e age diante das necessidades que vê em torno dela. A melhor maneira que encontro para dar uma resposta à pergunta «chamada a ser marista – o que isto significa para mim?» é o de me apropriar das palavras do Pe. Jean-Claude Colin: «O espírito de Maria é uma coisa muito delicada e profunda que não se pode obter senão com a meditação e a oração contínua». A partir desta contemplação de Maria é que se transcorrem meus encontros diários com minhas irmãs e com as outras pessoas da comunidade alargada, e minha atividade apostólica é principalmente a escuta. |